domingo, 2 de setembro de 2007

Fuga a sete vozes

Fuga a sete vozes no labirinto de Escher e Borges
performance audio-visual de Tim Rescala
A forma cíclica sempre instigou e cativou compositores, pintores, cineastas, escritores e coreógrafos. O eterno retorno de Nietzsche é quase que um paradigma da própria arte, cuja história, de idas e vindas, faz com que ela sempre se renove, se auto-alimentando para manter-se viva.
Esta performance, criada exclusivamente para este espaço, baseia-se na sua estrutura física, onde uma escada conduz o visitante a universos diferentes e inusitados a cada lance. Neste espaço procura-se incessantemente, assim como na própria arte. E o que se procura ? Um somatório de experiências artísticas ? Uma obra de arte total ? Uma obra acabada ou apenas um processo para se chegar a algum lugar ? O que nos dá mais prazer estético, a procura ou o achado ?
No conto “A Aleph” Borges nos conduz a uma procura e nos leva a encontrar aquilo que é o somatório de todas as coisas. Já Escher, que assim como Borges ama os labirintos, parece ter mais prazer na procura infinita, nos caminhos incertos.
Nesta performance, que possui duas partes bem distintas, sete artistas, incluindo quatro músicos, um ator, uma bailarina e um escultor, empenham-se numa busca. Fazendo o caminho inverso ao do conto Aleph, eles sobem escadas, executando uma forma musical específica– uma fuga-, e orientando-se por sete páginas de uma partitura comum. A performance é um improviso direcionado por uma série de sete notas. Em cada uma das páginas há signos específicos para cada intérprete. Ao teminar seu percurso no lance mais alto da escada, cada intérprete começa novamente seu trajeto de onde começou.
A fuga a sete vozes ocupa a primeira parte do evento. A performance dos artistas, sejam sons ou imagens, é captada em tempo real por microfones e câmeras. Este material é reprocessado e reexibido no teatro em seguida, assumindo novas formas e novas direções. Ele torna-se então o somatório de todos os eventos, a total simultaneidade e convergência, o ponto para onde convergem todos os pontos, onde tudo se vê – O Aleph.
Tim Rescala
Fuga a sete vozes no labirinto de Escher e Borges

- performance interativa realizada em todo o prédio do Centro Cultural Oi-Futuro, começando na entrada e terminando no teatro, unindo música, teatro, dança, video-arte e artes plásticas

Reunindo sete intérpretes de áreas artíticas diversas, o evento terá duas partes:

1º parte – Fuga

Com duração aproximada de 35 minutos, esta fase será apresentada pelas escadas do Centro Cultural. Tanto musicalmente, quanto em termos de imagem e movimento, esta parte será uma fuga a sete vozes. Os sete intérpretes seguirão uma mesma partitura, cujas sete páginas serão expostas extrategicamente ao longo da escada do prédio.

A partitura, além da parte musical, guiará também a performance dos outros artistas. Esta, será gravada em quarto câmeras de video e exibida em telões também dispostos ao longo da escada.

O sons produzidos pelos intérpretes será gravado e amplificado por caixas acústicas posicionadas ao longo do percurso da fuga

2º parte – Final

Com duração aproximada de 35 minutos, esta fase, um gran finale, será a reexposição do material sonoro e visual apresentado na fuga, mas trabalhado de outra forma. Tanto os sons, quanto as imagens captados nos 35 minutos da fuga, serão remixados em tempo real.

Uma mesa de som e uma mesa de corte de imagens serão utilizados para reprocessar o material. Os operadores destas duas mesas serão então os intérpretes da segunda parte, que só sera iniciada quando o público se instalar no teatro.

A música, sob a forma de um improviso direcionado, será baseada numa série de sete notas ou durações. O trabalho serial também estará presente na performance do artista plástico, da bailarina e do ator

A performance do artista plástico, assim como tudo o que for produzido como imagem, vai partir do universo pictórico de Escher.

Os textos do ator e da bailarina serão extraidos do conto O Aleph, de Jorge Luis Borges.

Tanto as imagens quanto os sons produzidos e armazenadas na 1º parte, serão mostrados ao público em tempo real através de oito pequenas caixas de som e 3 telões posicionados na escada.

A bailarina construirá seus movimentos a partir do mesmo material.

Intérpretes 1º parte

Violino Carla Rincón

Viola Debora Cheyne
Clarinete Cristiano Alves
Cantora Lucila Tragtenberg

Ator Júlio Adrião

Bailarina Maria Alice Poppe

Artista plástico Franklin Cassaro



Intérpretes 2º parte


Mixagem e eletrônica ao vivo Tim Rescala

Mixagem e processamento de imagens Simone Michelin

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Criação e direção geral Tim Rescala

Direção de imagem Simone Michelin

Projeto de luz Djalma Amaral

Projeto de som Luiz Cruz

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